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Postado em 27 de Setembro de 2019 às 12h07

Como a oratória pode favorecer seu desempenho e imagem pessoal

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Previu Inteligência | Comunicação Estratégica e Imagem Pública A comunicação interpessoal é uma das principais variáveis de empregabilidade e crescimento profissional no mercado de trabalho, segundo pesquisas...

A comunicação interpessoal é uma das principais variáveis de empregabilidade e crescimento profissional no mercado de trabalho, segundo pesquisas desenvolvidas por importantes institutos e consultorias de carreira em diferentes países.

Por isso, desenvolver habilidades de comunicação interpessoal e o poder argumentativo vem exigido de profissionais de diferentes áreas a busca pelo conhecimento das técnicas que compõe a oratória. Sua aplicação no ambiente interno da organização e junto a stakeholders externos, gera maior segurança e melhor desempenho nas relações e no cumprimento das metas cotidianas, sobretudo daquelas em que o poder da argumentação está diretamente associado à atividade-fim do profissional.

O que é oratória
A oratória consiste em um conjunto de técnicas que resulta na produção de um discurso com vistas a informar, sensibilizar e/ou convencer o outro, seja em uma simples conversa ou diante de uma grande plateia. Por estar diretamente associada à fala, a oratória tem seu êxito por vezes atribuído especialmente ao conteúdo da narrativa. Equívoco.

É verdade que o conteúdo é um elemento fundamental na estrutura e condução da fala. Afinal, sem ele, não há discurso. É a denominada linguagem, composta por palavras, frases, sentenças, períodos e orações. No entanto, pesquisas em neurolinguística indicam que o conteúdo corresponde a apenas 7% no processo de influência da mensagem sobre o público.

Quando transmitimos uma mensagem ao público, utilizamos, ao mesmo tempo, outros dois elementos que exercem um poder de influência muito maior que o conteúdo: a para-linguagem, que é expressa pela emissão da nossa voz e envolve aspectos como o timbre, o volume, a velocidade, a entonação e o ritmo; e as informações não-verbais, expressas pela nossa linguagem corporal que se manifesta por meio da postura do corpo, os gestos e movimentos dos membros e as expressões faciais. O uso da voz corresponde a 55% da efetividade de uma mensagem; e a linguagem corporal representa 38%.

Portanto, para ser um bom orador, não basta dominar o conteúdo. É preciso também desenvolver técnicas de expressão vocal e corporal que o tornem efetivamente atrativo e interessante para o público.

Como melhorar o desempenho ao falar em público
Para ajudar você nessa jornada, preparamos algumas dicas de técnicas de oratória para auxiliá-lo a melhorar seu desempenho diante de uma plateia.

1. Conheça seu público
É fundamental obter algumas informações prévias sobre o público para o qual irá falar. Dados sobre idade, gênero, nível sociocultural, profissão, expectativas, nível de conhecimento e linha de pensamento sobre o assunto, além de características do ambiente, poderão potencializar seu desempenho, além de evitar possíveis desajustes ou constrangimentos.

2. Não confie na memória
Uma das principais dúvidas está entre decorar o conteúdo ou lê-lo na íntegra diante do público. A leitura de um discurso na íntegra geralmente é indicada para pessoas inseguras por não terem o hábito de falar em público, ou mesmo por figuras públicas que em eventos com elevada formalidade, preferem apresentar um discurso lido e preciso a terem de enfrentar alguma situação embaraçosa em função de algo dito de forma precipitada. O ponto frágil dos discursos lidos é o risco de tornarem-se mais frios e engessados, uma vez que o orador estará mais preso ao papel. Nestes casos, a é ler e ensaiar várias vezes, identificando pontos do texto em que o uso da voz e dos gestos serão mais enfáticos com o objetivo de destacar alguma ideia e garantir algum caráter emocional. Por outro lado, decorar o conteúdo também não é uma prática indicada, pois nossa memória sempre estará sujeita a lapsos e ao inesperado, como o chamado “branco”. O mais indicado é elaborar um roteiro para conduzir sua linha de raciocínio e recorrer no caso de esquecimento.

3. Elabore um roteiro
O roteiro é um instrumento muito útil ao orador, pois indicará as diferentes fases da narrativa, servindo como uma bússola e, ao mesmo tempo, dando segurança caso o orador precise recorrer aos principais dados e informações que pretende destacar. É importante que o roteiro seja elaborado considerando o conceito-central e o sentimento que se quer transmitir no discurso, como alegria, superação, força, entre outros. Desta forma, o roteiro pode ser estruturado a partir de um conjunto de palavras-chave as quais expressem esse conceito-central, orientando a condução da fala. Ao longo do roteiro, que será compost por tópicos ou frases, é importante que sejam incorporadas as linhas de raciocínio e principais argumentos que darão sentido às ideias-força, o que pode incluir a elaboração de algumas frases de efeito que, assim como os dados e outras informações grifadas no texto, deverão ser enfatizadas no tom de voz e nos movimentos gestuais.

4. Amplie, mas use bem o vocabulário que já tem
Um dos principais equívocos da oratória é querer demonstrar conhecimento por meio de um vocabulário incompatível com o seu repertório e especialmente do público. Afinal, é para o público que você está falando. Se ele não entender, de nada adiantará. O vocabulário traduz nossas ideias e, a menos que estejamos diante de um público familiarizado com determinados termos, devemos evitar o vocabulário extremamente sofisticado, excessivamente técnico ou exageradamente pobre. O vocabulário ideal é aquele que se adapta a diferentes tipos de público. Por isso, quanto mais amplo nosso vocabulário, maior facilidade teremos de nos adaptarmos. Mas, antes de se preocupar em ampliar seu vocabulário, procure em usar corretamente aquele que você já tem.

5. Vícios de Linguagem, né?
Além dos nossos cacoetes diários, o medo e o nervosismo diante do público podem agravar a frequência e a intensidade com que alguns vícios de linguagem aparecem para o público, né? Não é verdade? Tá certo? Hahhãm?
É possível reduzir ou até mesmo evitar os vícios de linguagem, mas para isso você deve se auto-avaliar para identificar seus vícios; estabelecer gatilhos mentais que serão usados como rota de fuga; e, claro, praticar.

6. Exercite sua dicção e sua respiração
Pronunciar palavras omitindo ou atropelando letras e sílabas, ou mesmo enfatizando a letra ou sílaba errada, são ocorrências frequentes em oradores que apresentam problemas de dicção. Esse tipo de situação pode ocorrer pela má formação do aparelho fonador, mas também pelo ritmo inadequado da fala e a má respiração. Realizar exercícios respiratórios e leitura em voz alta ajuda a melhorar pronúncia de algumas palavras e contribui para eliminar algumas fragilidades.

7. “Brinque” com a voz
“Brincar” com a voz não é brincadeira. Requer sincronia e identificação com os principais momentos do conteúdo que se quer destacar. Em um roteiro, destaque algumas sílabas, palavras e frases a serem enfatizadas, pois todo discurso tem informações mais ou menos importantes. Para aquelas mais importantes, você dará maior ênfase no volume da sua voz. Ao longo da sua apresentação, é importante alternar falas em volume baixo e alto. Em alguns momentos, você pode acelerar a velocidade da fala, mas quando quiser destacar algo, deve falar mais pausadamente, emitindo de forma prolongada as vogais, o que ajudará a manter a atenção do público.

8. Sincronize os movimentos do corpo
O volume, a velocidade e a ênfase dada à voz para enfatizar os principais pontos do discurso devem ser acompanhados de movimentos do corpo, através de gestos e da expressão facial. É importante que os gestos e movimentos corporais sejam coerentes com a mensagem e ajudem a transmitir o sentimento desejado. De forma geral, é importante que você evite demonstrar distanciamento do público, portanto não coloque as mãos nos bolsos e nem mantenha os braços cruzados ou apoiados em objetos. Os braços e mãos devem estar à frente do corpo, acima da linha da cintura e preparados para movimentos que enfatizem alguma informação. Seu corpo deve estar ereto e a cabeça em perfeito equilíbrio, tendo o cuidado para não demonstrar superioridade nem inferioridade. Evite movimentar-se em excesso e mantenha as pernas levemente afastadas, com seus movimentos surgindo lentamente para complementar mensagens e o ritmo da apresentação. No entanto, tudo isso de nada adianta se for algo forçado e mecanizado. A principal é a naturalidade dos gestos. Portanto, conheça e exercite as técnicas aos poucos, para que com o tempo elas sejam incorporadas naturalmente na sua linguagem corporal.

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Vagner Dalbosco

Por Vagner Dalbosco
Head da Previu Inteligência | Mestre em Gestão da Informação 
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Liziane Vicenzi

Por Liziane Vicenzi
Colaboradora Previu Inteligência | Mestre em Jornalismo | Doutoranda em Educação 
lizivicenzi@gmail.com

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